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1958 - 2019

Publicado em: 26/05/2019 00:00

Por: Patricia.lima

 

Não é exclusivamente com os pés que Brasil e Argentina protagonizam duelos. Ao início dos anos de 1950, os dois países, a Argentina com sua Seleção Argentina presente internacionalmente desde 1923 e a Seleção Paulista representando o Brasil, se enfrentaram três vezes no handebol no campo, jogado com 11 jogadores. Os resultados foram dois empates e uma vitória da Argentina: 1952: 3-3 e 7-2, 1953: 4-4. Cinco anos mais tarde, a primeira Seleção Brasileira Adulta Masculino embarcava para disputar o primeiro mundial da história nacional, ainda sob a gerência da CBD. Foi 3ª edição do Campeonato Mundial Indoor Adulto Masculino na Alemanha em 1958, sendo o primeiro país não-Europeu a disputar um mundial no salão.

 

Na época, apenas os atletas do clube Germânia, atual Esporte Clube Pinheiros e do Tênis Clube Paulista, ambos clubes de São Paulo, formaram o elenco da Seleção de 1958 sob o comando do professor Jamil André.

 

O Professor e Doutor Jamil André ministrava as aulas de handebol na Escola de Educação Fìsica e Esportes da Universidade de São Paulo, USP. Profundo conhecedor da modalidade, à ele é concedido a fundação da Confederação Brasileira de Handebol a 1º de junho de 1979, junto a colegas e estudiosos do esporte, bem como árbitros e técnicos. O paulista foi o primeiro presidente da Confederação que completa 40 anos neste ano.

 

Ainda na década de 70, as Federações Estaduais começaram a consolidar seus Estatutos como Rio Grande do Sul em 1970, Minas Gerais em 1971 e Sergipe em 1974. Após a fundação da Confederação, Piauí e Rondônia em 1980 e Mato Grosso em 1983 também tornaram-se oficiais. Atualmente, todos os 26 estados e o Distrito Federal possuem a própria federação de handebol filiada à Confederação Brasileira.

 

O Professor Jamil André coletou experiências handebolísitcas nacionais e internacionais e tornou-se oficialmente, o primeiro técnico da Seleção Brasileira Masculina em 1979.

 

Após, vieram os professores Antônio Carlos Simões de 1980 a 1987 e 1988 a 1992, Roberto de Lima Rosa em 1987, Celso Giacomini de 1993 a 1995, Alberto Rigolo de 1996 a 2004, sendo Sérgio Hortelã o tpecnico no Mundial em 2001, Jordi Ribera de 2005 a 2008 e 2012 a 2016, Javier Garcia Cuesta de 2009 a 2011 e Washington Nunes de 2017 até o presente.

 

Sessenta e um anos mais tarde, dezesseis atletas e sua comissão técnica, conquistaram o 9º lugar no mesmo Campeonato Mundial e no mesmo local, na Alemanha. Uma equipe com estreantes e veteranos que honraram a memória de seus antecessores ainda que não soubessem de suas histórias.

 

“Eles [os jogadores de 1958] foram os que começaram toda essa caminhada. Fico muito feliz em saber que contribuí e contribuo muito para o nosso esporte. Não somos o basquete ou o vôlei que tem um histórico em competições fabuloso, nós estamos construindo muito e sei que lá na frente vamos colher esses frutos”.Felipe Borges, 13 anos na Seleção

 

Neste ínterim, a Seleção de 2013 que disputou o Mundial na Espanha, ficou carinhosamente conhecida por Guerreiros e o título perdura desde então e, não apenas na categoria adulta. Todas as Seleções Brasileiras Masculinas levam consigo o apelido e fazem juíz à consideração.

 

 

Um agredecimento em especial aos professores Antônio Carlos Simões, Lima Rosa, Manoel Luiz Oliveira e Celso Giacomini, ao Felipe Borges, ponta esquerda da Seleção Adulta Masculina desde 2006, que carinhosamente ajudaram o Projeto.

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