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Da Alemanha para a Alemanha

Publicado em: 12/05/2019 00:00

Por: Patricia.lima

 

Ao quinto dia do mês de Fevereiro do ano de 1938, era realizado pela primeira vez, o Campeonato Mundial de Handebol Indoor Adulto Masculino em Berlim, na Alemanha. Um quadrangular organizado pela então Federação Internacional de Handebol Amador – IAHF, que envolveu as seleções da Alemanha, Áustria, Suécia e Dinamarca, consagrando a sediante Alemanha, como a primeira campeã mundial no placar final de 5:4 contra a Áustria, e a Suécia conquistando o bronze por 7:2 em cima da Dinamarca.

 

Somente dezesseis anos mais tarde, em 1954 que aconteceu a segunda edição do campeonato, na Suécia com 6 seleções. A IHF decide que a partir da edição de 1964, o continente europeu teria 11 vagas fixas, uma vaga para o atual campeão e uma vaga para cada continente, sendo 16 seleções participantes. Durante a década de 1970, fora estabelecido um sistema de disputa em três categorias A, B e C, que jogavam em anos intercalados. Em 1992, o Mundial Masculino passou a ser bienal de anos ímpares, não tendo as categorias e com 24 países, permanecendo as 11 vagas para a Europa e aumentando para 3 vagas aos demais continentes.

 

Em 2019, Alemanha e Dinamarca sediaram por dezoito dias, a 26º edição do Campeonato Mundial de Handebol Adulto Masculino, na qual 24 países disputaram o título de melhor do mundo, atualmente assegurado pelos franceses, que em 2017 conquistaram o hexacampeonato. A quantidade total de seleções participantes fora conservada, 24, no entanto, a disposição entre os continentes modificou-se. As Nações-Sedes e a atual campeã classificam-se diretamente. A Europa não mais possui 11 vagas e sim, 9 mais a campeã da EURO. As seleções brasileira, argentina e chilena, obtiveram suas participações no mundial pelo Pan-Americano de Nuuk, na Groenlândia. O Campeonato Africano classificou 3 seleções e, pelo Asiático, foram 3 vagas, mais o Japão e a Coreia Unificada. Coincidências do tempo, no Final Four da 26ª edição do Mundial, a Dinamarca consagrou-se campeã pela primeira vez, a Noruega, vice-campeã, a França garantiu o bronze e a Alemanha, terminou em quarto.

 

Com quatorze participações no campeonato, incluíndo 2019, a Seleção Brasileira disputou pela primeira vez na terceira edição, na Alemanha Oriental em 1958, conquistando o 15º lugar. O Brasil foi a primeira seleção não-europeia a competir em um mundial na quadra [indoor]. E, em 2019, na Alemanha-Dinamarca, o Brasil realizou uma memorável campanha e alcançou assim, a melhor posição até hoje, terminando o mundial em 9º lugar.

 

A Internacional têm se adequado aos novos tempos do imediatismo, conectividade e, principalmente, de reconhecimento. Nesta última edição, além de disponibilizar a live streaming e todas as estatísticas referentes ao jogo, acumulativa de cada seleção e do campeonato, a entidade agraciou o MVP [Most Value Player] de cada partida, com uma camisa dourada..

 

Em outubro passado, durante o Mundial Masculino de Clubes, no Qatar, a Internacional determinou que a partir de 2021, os mundiais das categorias principal, júnior e juvenil, terão 32 seleções disputando os títulos. O objetivo é disseminar o handebol no mundo, já que ainda está muito concentrado na Europa, e oportunizar que mais seleções tenham condições de participar dos campeonatos mundiais.

 

No Top 5 da IHF, a França é a maior vencedora, com seis mundiais, seguida pela Suécia e Romênia, ambas com quatro títulos, Alemanha com três e a Rússia, com dois troféus.

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